domingo, 11 de março de 2012

Em...cordedia71


Andava a passarinhar na blogosfera (em vez de trabalhar que era para isso que estava no portátil num domingo lindo de sol) e eis que vejo um post que dizia 'Eu gostei tanto de ti'. Ai, pensei...mas ao ler isso não me ocorreu ninguém. Só me lembrei: olha que bom. É sempre fantástico gostarmos muito de alguém e é muito difícil. Ainda não tive muitos amores e possivelmente já não terei. Casei-me e divorciei-me. E depois, sempre tive a vontade de 'ter SÓ' os amores necessários, os que me fizessem voltar a acreditar. E voltei a acreditar só duas vezes. A primeira dediquei-me a esse amor e depois de alguns encontros e muitos desencontros percebi que me tinha dado o mais importante de tudo: eu própria. Ajudou-me a chegar a mim., a conhecer-me melhor, a tornar-me uma pessoa que se reinventa e se ultrapassa. E não tenho dúvidas nenhumas que era a pessoa mais parecida comigo que alguma vez conheci e ou conhecerei. Talvez por isso nunca tivesse dado certo. E um dia assim do nada conheci outra pessoa. E achei que tinha 'chegado'. Acredito que nos completávamos no meio das nossas diferenças. (...)
E isto tudo para dizer que o 'Eu gostei tanto de ti' é tão bom. Mau seria se tivéssemos perdido essa capacidade ou que  não voltássemos a ter a oportunidade. Comigo caminham todos os meus amores, e se hoje sou como sou, devo-o também a eles. Obrigado meus queridos e sejam muito felizes. 

sábado, 10 de março de 2012

segunda-feira, 5 de março de 2012

Em...cordedia65

Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores, Lisboa com suas casas
De várias cores...
À força de diferente, isto é monótono.
Como à força de sentir, fico só a pensar.
Se, de noite, deitado mas desperto,
Na lucidez inútil de não poder dormir,
Quero imaginar qualquer coisa
E surge sempre outra
(porque há sono, E, porque há sono, um bocado de sonho),
Quero alongar a vista com que imagino
Por grandes palmares fantásticos,
Mas não vejo mais,
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras,
Que Lisboa com suas casas
De várias cores.
Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa.
A força de monótono, é diferente.
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo.
Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo,
Lisboa com suas casas
De várias cores.

Álvaro de Campos, in "Poemas"Heterónimo de Fernando Pessoa

Em...cordedia64

É uma princesa linda, linda.